terça-feira, 31 de maio de 2011

Silêncio!


Assim...
vou navegando por mares silenciosos, escutando o nada, enxergando pouco menos, entendendo coisa alguma.
De vez em quando preciso desaparecer de mim mesma.
De vez em quando não quero abrir portas,
não quero fechar janelas,
não quero alimentar bizarrices alheias,
não quero ser humana.
Quero ser água, quero ser um navio, ou melhor....
quero ser o vento que balança as velas, que poucos se dão conta que verdadeiramente nos levam...
quem sabe a lugar algum.
Assim...
Vou navegando sem bússula, sem tripulação,sem carga,sem alma.
Almas só servem para informar que estamos vivos.
Prefiro estar no livro dos desaparecidos,
nas linhas de algum poema esquecido,
no beijo de algum romance passageiro,
nas cordas de um violino afinado.
Quero ser dona do agora, não lembrar de um dia...
não planejar o amanhã,
não questionar com loucos a existência de Deus,
não provar que sou o que pensam de mim.
E ser apenas páginas
           E ser gotículas de chuva
E ser lágrimas
E ser morte
          E ser o nada 
              Ser o silêncio!