sexta-feira, 22 de abril de 2011

" Quem não tiver nenhum pecado que atire a primeira pedra"

























Diante dos olhares insanos e famintos  por justiça.
Estando entregue ao destino por muitos
Temendo a própria sorte
Destinada a perder a liberdade, a sorte está lançada.

Com as mãos sobre a cabeça,
Pensa na duvidosa vida que levara
Mas entende que sozinha não pecou
seus algozes de hoje, os parceiros de ontem
homens ignorantes no corpo e na alma.

Quem poderá salvá-la agora, já que sua esperança há muito se fora?
Destinada a vagar por vielas, recebendo os escárnios devassos,
perseguida em seus próprios passos, sendo a presa, sempre!
Haveria de lutar até o fim?
Talvez não!

Mesmo após dois mil anos já passados,
As pedras continuam as mesmas , só mudam as faces
O começo do fim é o fim do começo.
Os mestres em arquitetar derrotas estão usando gravatas, lecionando em salas de aula, até chamando-as de filhas.
E as faces repletas de vergonha, esperam receber suas pedradas todo fim de noite, entregando seus corpos por alguns trocados.

E ainda jovens esperando um salvador,
lançam um olhar ao céu pedindo resgate.
Mas hoje diante da face oculta da maldade,
Quem poderá salvar-lhes?





Em meio as dores diárias dos insultos e da miséria
haverá alguém com tamanha liberdade,
de  levantar-lhes os olhos e pedir que sigam,
sem medo de lutar contra esses covardes.

domingo, 10 de abril de 2011

Carrocel Imaginário"



Vejo-me agora sentada em um banco.
Ao longe, percebo crianças que numa dança desengonçada formam um carrocel de alegria.
E eu,
 aqui estática.
Ensaiando sair desse mundinho egoista que criei, frio,ilusório...porém,gratificante.
De onde estou, posso manejar com destreza as situações.
Sou icógnita, as vezes será que existo?
Nesse momento agora sim, estou vivendo ,relembrando um passado.

Nem sempre foi como o carrocel que imagino ver
Nem sempre os brinquedos me realizaram
Nem sempre os guardei na hora certa
Acredito que ainda os tenho
Acredito que eles não me esqueceram

E fujo pra perto do carrocel
As crianças fogem de mim
Entaõ grito por elas
E fingen não escutar
POR QUE SERÁ?

Estou  novamente sozinha ensaiando mais uma história.
Espero que o personagem principal ao menos seja real desta vez
Que eu não precise implorar que me veja.
Que me ouça,
Que me acompanhe num carrocel.
Que ria comigo numa dança alegre.
Que me faça voltar a realidade, mas com a pureza das crianças imaginárias .