domingo, 13 de fevereiro de 2011

" Respostas"














De que é feita a tristeza então?
se sinto, mas não a vejo.
será que ela chega quando não posso correr solta por aí,
ou quando tento falar e sou impedida?
ninguém nunca me explica! Apenas colabora para que eu a sinta!
Acho que a tristeza não é de algodão doce,
não é de marmelada,
nem de caramelo.
A tristeza não tem sabor agradável, não gosto! É  amarga.

solidão,
invasão,
intolerância,
insastifação?





















Como um cristal intocável,
esperando o melhor momento para rir,
com quem poder brincar,
com os pés calçados,
cabelos trançados,
livros em ordem,
uma peça num canto, um vaso enfeitado.

Quero morder meu lábio,
estou com raiva.
quero fugir e pular amarelinha,
cheirar terra molhada.





















Será que posso agora me balançar?
_não, não pode, não é hora,
_tem que estudar,
_você só pensa em brincar!
_agora, cale-se!





















E assim se cresce percebendo que tudo parece uma prisão.
Que nunca seremos libertados dessas limitações.
Que o não estará sempre presente.
Que nossas opções são descartáveis.


Mas chega a hora em que o vestido fica mais longo.
Os medos são transitórios,
As ordens nem sempre mais obedecidas a rigor!
Tudo pode acontecer...
corta-se os laços,
solta-se as tranças,
ouve-se apenas o que permíte-se suportar!
Mas há algo que ainda poderá incomodar...
a tristeza incorporada na alma, feito doença incurável!
precisa-se de de cura,
onde encontra-la?
respostas,
sempre respostas vagas.