sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Até quando?
















Ausência a dois é pior que morte anunciada.
Um prelúdio de notas vazias, onde apenas um só ouve.
Um presságio tão visível que arrepia só de imaginar. Um rio secando,triste!
Dialogando com o espelho, as respostas são sempre as mesmas...tudo pode acontecer!
Como um falso vidente que abre as cartas e destina mentiras.
Melhor é ver o sol nascer  por várias janelas diferentes.
O céu colorido visto de vários ângulos, será sempre mais reluzente!
Nada pode ser orientado pela  bússula das paixões, estará sempre desordenada, sem rumo.
Tudo é belo! Perfeito!
Até quando?
Até cada um sem motivo algum, tomar seu lugar no espaço que lhe couberem...a desilusão.
As vezes para um só.
As vezes dois em um.
Mas sempre de uma forma egoísta, sem palavras coerentes, sem gestos delicados, sem amor próprio.
É percebível que não somos dotados ainda de amor.
É fato que precisemos atingir muito o grau da cumplicidade verdadeira.
Compactuamos com quase tudo... que não nos possa  prejudicar.
Mas não registramos de imediato... do que não precisamos, ou gostamos.
Do que nos faz inseguros,tristes, maduros, crianças.
Somos marionetes desse jogo egoísta de quem finge não ver.
Quem não identifica o defeito alí existente,
Quem apenas espera encontrar no outro o que não viu em sí mesmo.
É exato. É fato. Que não aceito viver um acaso.
Prefiro fechar os olhos e sentir que posso ser feliz com meu passado,
Pois os guardei bem guardados. E são tesouros inigualáveis.
Pude perceber que cativei sem mentiras,fui uma autêntica pessoa do ato.
Não existe inimigos que boas lembranças não apaguem.
Existem pessoas que nunca revelaram sua verdadeira identidade.
Acredito no meus caminhos partilhados.
Foram expressivos,amigos,filhos,pais,irmãos,mestres,namorados.
Poderão até nunca terem sido meu amados.
Pois amor é pra dois, não pela metade.
Porém sempre estarão comigo, e eu com eles também.
Porque uma relação pode acabar, mas não  uma amizade.