terça-feira, 4 de janeiro de 2011

" O PÓLEM PROIBIDO"



Você jamais conseguirá me enxergar! Não da maneira que sou.
Você me faz derramar o líquido mais precioso que ainda posso guardar...lágrimas,
quando diz palavras sem sentidos exatos,
quando me reduz a trapos,
quando se faz de eloqüente,mas na verdade é um carrasco!
Abriu uma chaga profunda por duas vezes,covarde e incrédulo...
não consegue ver o que lhe tem nas mãos.
Não tem forças para girar a chave, que abrirá as portas do abismo que tanto deseja cobiçar.
Estás perdendo a luminosidade que havia em suas digitais...e quando direcionava me energizava.
Agora só sinto espinhos pelo corpo, um iceberg ao invés de possíveis beijos.
Tenho sido cúmplice das suas fantasias, que disfarsam a tua realidade ... cambaliante, sem passos definidos.
Dei-te meus maiores segredos,
Abri a caixa do futuro aos seus pés,
Tornei-me escrava de tua espera,
Fui irmã,amiga, quase amante,
Fui insensata, perdendo a compostura.
Mas de uma coisa tenho certeza, não pôdes me derrotar.
Como uma colheita programada,tenho formas de não deixar meus frutos morrerrem.
Sou uma mulher dos ventos,
veloz e constante.
Estarei certamente passando adiante...arrastando comigo novas sementes, o pólem proibido.