quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

" A nudez da minha alma"

Sinto que desço a um abismo lento e
duradouro.
As palavras em minha garganta são vidros moídos...rasgam quando desejam sair.
Estou gelada como uma lâpide esquecida pelo tempo.
Meu calor extinguiu-se, não há mais fogo em mim.
Jamais me vi assim. Entregue, indefesa e triste!
Minha alma chora e meus olhos não tem lágrimas...estão fechados para não querer ver.
Havia em mim uma força capaz de gerar mais luz que uma constelação.
Não há mais energia, e sem brilho sou apenas escuridão.
Que culpa tenho se posso ver além do que não quero?
Que mal existe em mim que destrói antes mesmo de ser concebido?
Que maldita certeza habita essa mente,devastando sonhos e arrancando as sementes?
É uma morte antecipada,covarde e cruel.
As duas faces de uma moeda...unidas pelo mesmo propósito.
Uma cadeia sem chaves...mas com guardas á postos.
Não demorei a  perceber que seria incapaz de seguir...não tenho o tempo que gostaria,então por quê prosseguir?
As dores quando chegam cortando a carne, são suavisadas com o alento da esperança.
Mas a esperança não tem carne e não sente a lança que me sai cortando.
Seria pedir demais perdão?
Seria difícil ser compreendida?
A nudez da minha alma se compara a coragem de Lady Godiva,que por amor ao próximo não envergonhou-se e saiu despida!
E pelo amor que em mim se manifestou, mistura de afeto e proteção...
abaixo minha cabeça,
minha alma,
meu coração.
Saio despida de cena,dessa história curta e intensa!
Guardando comigo a doce ilusão.