segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

" Clandestinos"

























Espere!
Não tenha pressa !
abra devagarinho as portas do seu pensamento...e viage agora nos seus sonhos!
Você entra, olha tudo ao redor e há pouca luz.
Então sente o vento frio que vem de fora tomar todo seu corpo...um arrepio!
Sentiu?
É  quase noite, céu sem luar e cinzento!
Olha para a paisagem mórbida que vê pela janela ...e ouve os gritos solitários das almas vazias clamando por amor!
Ouviu?
Uma sensação de temor toma conta do seu ser, e reage querendo desistir!
mas antes mesmo de alcançar a saída; seu corpo é envolvido com tamanho abraço.
E o que era solidão, agora tornára-se um duelo de corpos querendo tudo ou nada.
Seus olhos penetram a imensidão que só palavras não poderiam expressar.
A respiração ofegante denuncia que ambos estão prontos! 
Suas bocas muito próximas, ardendo em chamas  únem-se com prazer! Não é um beijo, é uma  fúria de serpentes!
Sinta as mãos percorrendo o que ambos procuram... e naveguem em mares revoltos,
Corpos envolvidos numa energia vital...e exala o perfume da luxúria, é o melhor dos sete pecados!
Vertigens e sussuros em uníssono! Vibram ao ar... e só os amantes mais pervertidos podem escutar.
Labaredas sobem das pontas dos seus dedos...queimam a cada toque onde invadem os desejos!
E a sensação de serem descobertos, lhes impulsionam para a sepultura da cama.
E bailam  rasgando preconceitos,
E esquecem o próprio respeito!
Não há limites dentro desse esconderijo,
desconhecem o pudor, amam o perigo!
E o ápice da glória surge em gritos!
Sentiu?
E a noite vai dormindo feito criança, e o dia dá sinais do seu  despertar!
E os dois então recordam-se que já é hora... e precisam acordar!
E se olham mais uma vez,
E se beijam com ternura,
E  saem cada um, sozinho.
Seguem diferentes destinos, são apenas amantes!
Clandestinos.   ( Aos suspeitos de plantão)