domingo, 2 de janeiro de 2011

" As chuvas em mim"


As chuvas em mim não possuem o poder de apagar a chama infinta.
E continuam a cair,caindo e caindo sem trégua.
meu corpo ainda não pode controlar todas as emoções variadas que o consomem...e devoram,devoram e devoram.
Fome instinta,desejo desenfreado,notas dedilhadas em corpos invisíveis.
Capacidade de invadir pensamentos,tornar calmaria em tormentos...perversão!
Acabe comigo!Não aguento mais essa chuva que não penetra,que não refresca...só chega, ameaça e evapora.
Minhas chagas não se fecham,minhas dores já não tem cura!
Sou uma enferma de um coração em cicatrizes sangrando,sangrando e sangrando!
Vagando como um espéctro,varo as madrugadas procurando salvação. Não sou vista,e se me acham...logo desapareço.
Quero ser encontrada apenas por aquele, que como eu ...deseja também ser resgatado
Maldita e bendita foi a hora em que te conheci...
foi a hora em que te plantei dentro de mim,
e a hora que tentei te arrancar... e não consegui.
Essa chuva dolorosa existe apenas dentro de mim...por isso não me libera desse ardor, só inunda meu peito...matando afogada,em lágrimas.
Sem rumo continuo a te seguir,
Sem paz permito continuar a existir,
Sem coerencia deixo-me perdida em pensamentos indecisos,
E sofro,
E canto um canto fúnebre,
E sou pranteada pelos ventos solitários,
E desço para a cova dos meus abismos secretos...e lá fico,...intocável