sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

" Última página"

   Adormecida sobre o leito de espinhos deixados pelas suas lembranças...
   Vou sonhando com estradas interrompidas pelo medo das novas descobertas.
   E o que era verdade, mostrou-se explícita mentira!
   E o que era tão desejado agora passa tão despercebido.
   E sonho com castelos medievais, pois agora só te vejo no passado.
   E grito por vastos corredores e não escuto sequer meus ecos.
   E subo até a torre e não te encontro.
   Porque não foi eu quem te descobriu entre páginas escritas...
   Muito menos perdi aos poucos o gosto em te desvendar.
   Perdido entre suas indagãções foi nos iludindo sem medidas.
   Perdido em sua própria  identidade gerou indecisões.
   Perdido no meio de tantos caminhos, escolheu um que na verdade nem queria.
   Não existe culpados entre nós.
   Não pode haver réus.
   O que houve foi irreal, porém mágico!
   Mas como toda fantasia precisa de um final...e a nossa foi mal contada...
   Desejo que outra fantasia começe...nos meus sonhos mais secretos.