domingo, 25 de dezembro de 2011

TE ENCONTREI




















Não chores mais minha alma, eis que é chegado o teu salvador!
aquele que travou batalhas através dos tempos...
aquele que foi maior que os ventos...
aquele que mirava o céu e permanecia alí,chamando-lhe
Amada minha...sei que habitas em qualquer espaço deste infinito, que as agruras de nossa vidas não te cansem,não te aflinja,não te desanimes.... te encontrarei!



















E aqui, eu,solitária buscando crescer em pessoa,
em mulher,
em mãe,
em fortaleza que nem sempre fui...
a te buscar em rostos que sabia não serem o teu,
a cantar canções tristes que meu coração desaguava,
em uma dor cortante que em meu peito dilacerava... quando entre abraços vazios não te encontrava.
Sensações desventuradas...alma sangrando a cada toque, cada gesto,cada palavra. Um assombro, não tinha dúvidas que a ti buscava.





















Maior que meu desencanto era sorver por lábios estranhos, o gosto impregnado de falsas promessas...
de desejos funestos,de palavras soltas,de olhares perdidos..porque alí,tu não estavas.
E qual náufraga velejante mais uma vez perdirme em águas escuras,qual bússula desordenada a procura de um rumo.


E nesse vendaval de dúvidas e incertezas...eis que um anjo escuta finalmente meu lamento,
e guiado pelo amor em prantos...
e sorrindo aos quatro cantos...chega finalmente!
e vibrando em uníssono pelo amor desejado...entra em minha vida uma sinfonia consagrada, a um amor  tão real..tão esperado!

domingo, 4 de setembro de 2011

"VIVIENNE"

E no lago, onde repousava os segredos mais valiosos...
a imagem da proteção com seu explendor se figurava, " Vivienne".
Das profundezas ocultas das magestosas águas, o valente cavaleiro repousava,
e durante seu despertar da juventude emerge para futuras batalhas " Lancelot".
" O mais amado cavaleiro" como assim fora chamado, travaria a mais cruel das lutas:
Entre o amor da mulher proibida traindo assim a confiança do monarca..."Arthur"

A dama do lago sentindo a presença de tão valioso objeto submerso...
recolhe a "Kaledfwicc" a espada repartida pelo Rei amargurado.
Um tesouro valioso em duas situações adversas:
na primeira presa a uma pedra, a segunda tragada pelas águas.
Aquela que a criou, agora a salva!
E o rei compreende que a nova oportunidade não poderá ser desperdiçada.

E o amor proibido entre o cavaleiro e sua Guinevere trava uma dúvida que corre os séculos: a doce Gwen ardeu nas chamas da fogueira lançadas pela dor do seu Rei?
Dizem que foi enclausurada num convento e seu amor banido para sempre do reino.
Diante da magnitude e poder dessa criatura, " Vivienne" teve seu papel fundamental na lendária e curiosa trama.
De um lado a proteção materna ao filho pródigo, e do outro a sabedoria de despertar um Rei.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ana "B"





            Liberta-me!
           Os gritos ecoavam da torre!
          __ Por mais que me minha alma sedenta de perdão se justifique...ainda meu corpo será a denúncia exposta.
Não possuo argumentos,só os lamentos de uma condenada.
A desonestidade é algo comparado a delícia de saborear algo proibido e que no devido tempo...um grande dano causará.
Entreguei-me aos desvarios da cobiça infame desde o primeiro acordes da juventude...
um prelúdio de insanidade orquestrando uma sinfonia diabólica.
Alma peregrina que abalou um reinado poderoso,que sacudio o maior tesouro...
um coração que a outra já  pertencia.
A inveja feita laço de réu confesso, arquitetava minhas facetas pervertidas...e saboreava a doce vingança da espera... mas que no fim alcançaria.
Não detive os argumentos,não poupei quem quer que fosse,não puxei as rédeas da luxúria.
Tal cão feroz pela presa, devorei as iniciativas ...uma fera indomada.
Nunca aquietou-se meu coração, que mesmo em face da desordem instalada,
mesmo já obtido a tão sonhada escalada... malígna sede de desvairio continuava.
Incestuosa e descontrolada entreguei-me ao pior das perjúrias excomungadas... uma vibora peçonhenta.
Diante de tantos adjetivos, que me resta senão aceitar a saída destinada as infâmias de corpo e alma.
        E com a mesma astúcia e coragem das mundanas, a cena em exucução ganha caráter digno de uma alteza.
O desfecho final tem um ar teatral,e o instrumento que a tira de cena é uma espada digna das altivas,
e com a cabeça erguida despedindo-se da vida pede perdão no seu cenário real.
  
            

terça-feira, 31 de maio de 2011

Silêncio!


Assim...
vou navegando por mares silenciosos, escutando o nada, enxergando pouco menos, entendendo coisa alguma.
De vez em quando preciso desaparecer de mim mesma.
De vez em quando não quero abrir portas,
não quero fechar janelas,
não quero alimentar bizarrices alheias,
não quero ser humana.
Quero ser água, quero ser um navio, ou melhor....
quero ser o vento que balança as velas, que poucos se dão conta que verdadeiramente nos levam...
quem sabe a lugar algum.
Assim...
Vou navegando sem bússula, sem tripulação,sem carga,sem alma.
Almas só servem para informar que estamos vivos.
Prefiro estar no livro dos desaparecidos,
nas linhas de algum poema esquecido,
no beijo de algum romance passageiro,
nas cordas de um violino afinado.
Quero ser dona do agora, não lembrar de um dia...
não planejar o amanhã,
não questionar com loucos a existência de Deus,
não provar que sou o que pensam de mim.
E ser apenas páginas
           E ser gotículas de chuva
E ser lágrimas
E ser morte
          E ser o nada 
              Ser o silêncio!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

" Quem não tiver nenhum pecado que atire a primeira pedra"

























Diante dos olhares insanos e famintos  por justiça.
Estando entregue ao destino por muitos
Temendo a própria sorte
Destinada a perder a liberdade, a sorte está lançada.

Com as mãos sobre a cabeça,
Pensa na duvidosa vida que levara
Mas entende que sozinha não pecou
seus algozes de hoje, os parceiros de ontem
homens ignorantes no corpo e na alma.

Quem poderá salvá-la agora, já que sua esperança há muito se fora?
Destinada a vagar por vielas, recebendo os escárnios devassos,
perseguida em seus próprios passos, sendo a presa, sempre!
Haveria de lutar até o fim?
Talvez não!

Mesmo após dois mil anos já passados,
As pedras continuam as mesmas , só mudam as faces
O começo do fim é o fim do começo.
Os mestres em arquitetar derrotas estão usando gravatas, lecionando em salas de aula, até chamando-as de filhas.
E as faces repletas de vergonha, esperam receber suas pedradas todo fim de noite, entregando seus corpos por alguns trocados.

E ainda jovens esperando um salvador,
lançam um olhar ao céu pedindo resgate.
Mas hoje diante da face oculta da maldade,
Quem poderá salvar-lhes?





Em meio as dores diárias dos insultos e da miséria
haverá alguém com tamanha liberdade,
de  levantar-lhes os olhos e pedir que sigam,
sem medo de lutar contra esses covardes.

domingo, 10 de abril de 2011

Carrocel Imaginário"



Vejo-me agora sentada em um banco.
Ao longe, percebo crianças que numa dança desengonçada formam um carrocel de alegria.
E eu,
 aqui estática.
Ensaiando sair desse mundinho egoista que criei, frio,ilusório...porém,gratificante.
De onde estou, posso manejar com destreza as situações.
Sou icógnita, as vezes será que existo?
Nesse momento agora sim, estou vivendo ,relembrando um passado.

Nem sempre foi como o carrocel que imagino ver
Nem sempre os brinquedos me realizaram
Nem sempre os guardei na hora certa
Acredito que ainda os tenho
Acredito que eles não me esqueceram

E fujo pra perto do carrocel
As crianças fogem de mim
Entaõ grito por elas
E fingen não escutar
POR QUE SERÁ?

Estou  novamente sozinha ensaiando mais uma história.
Espero que o personagem principal ao menos seja real desta vez
Que eu não precise implorar que me veja.
Que me ouça,
Que me acompanhe num carrocel.
Que ria comigo numa dança alegre.
Que me faça voltar a realidade, mas com a pureza das crianças imaginárias .
















terça-feira, 29 de março de 2011

"Caminhos em vermelho"





















Cabelos
Sonhos
Sons
Dons
Tons...em vermelhos

Amor?
Hahaha!
Mistério
Sedução
Chegou outono, e no inverno...vermelho

Querer
poder
ter
quisera
Eu?
Sim
Já era...quem sabe, vermelho

Nudez,
Loucura,
Luxúria,
Talvez,
Ainda?
Não sei, mas acho que é ...vermelho

A ponte que levantara para muitos doidivanos que a mim chegaram...era vermelha
A língua que assassinou tantos mortais que arriscaram a tocarem esses lábios...era vermelha
A carne devassa que entregou,regeitou,arrepiou, iluminou e saciou..era vermelha
As palavras sem sentido,muitas vezes desastrosas,
muitas vezes vergonhosas
muitas vezes preconceituosas
muitas vezes alienadas
muitas vezes dolorosas...eram vermelhas

Também era vermelha a saudade,
insanidade,
tempestade,
amizade,
espera,
e emoção.

Mas nada se compara ao vermelho da tua desgraça
A insensatez de matar com as palavras
A incompetência no agir com delicadeza
Na infeliz certeza premonitória.
Na imensidão de um sentimento frio e vazio.

Vermelho serão seus caminhos.
Caminhos que trarão dúvidas.
O vermelho do arrependimento.
O vermelho do perdão.
O vermelho de uma só gota, inundará teu coração.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ciranda de espinhos


O dia amanhece, e como sempre acontece tudo de novo!
Não fique descalsa,
Não fuja para a rua,
Não suje as mãos,
Brinque dentro de casa,
Vá para a escola e não despenteie esse cabelo!
Tic tac,tic tac,tic tac, minha cabeça era um verdadeiro relógio desorientado.
Acorda,levanta, se alimenta, banho,injeções,colégio,almoço, deveres, jantar, rezar,dormir.
E brincar? Onde ficou?


Uma festa.
Posso ir?
Seu pai é quem  manda.

Então, posso me arrumar?
Se sua mãe ordenar, tudo bem!

Filha, não devo contrariar seu pai.

Choro, grito,descabelo,e fujo.
Nada adianta.
Onde estou tudo parece o mesmo.
Não consigo me desligar.
Estou presa á sombras constantes.

Vou crescendo.
Vou seguindo.
Nem sempre amando.
Nem sei que é o amor.
Só sei que quero ser feliz!
Só quero andar descalsa.
Mas agora já não consigo.

Será que alguém me entende?
Ou apenas me julga.
Não foi minha culpa, isso eu sei.
Meus pés só seguem sentidos opostos.
Nem sempre digo sim
Viver uma vida de "nãos."
Sempre estou indo e vindo.
Não chego a lugar algum.
Sinto tanto por ser assim.
Preciso mudar e não encontro alternativas.
Devo estar perdida?
Não!
Não!
E de novo não!
Não quero esse passado vivo,intranquilo e negativo.
Preciso de mim!
Quero a saída. 

segunda-feira, 21 de março de 2011

"EUTANÁSIA"







Eutanásia por favor!
Grita meu inconsciente após ouvir a confissão dos meus lamentos!
Desejando uma saída letal para não aceitar.
Depois de digerir tantos sinais...custo a crer que estou revivendo o mesmo filme!
Nas entranhas do meu ser, vive uma mulher em busca de suavidade, repouso...não batalha.
Tudo tem se revelado aos poucos...e não sei o que poderá vir de encontro ao muro!
Como uma onda gigante em mares revoltos,minha mente desgorvenada não encontra resgate.
Queria de fato encontrar uma bússula que me desse uma rota suave! Mas nem sei se devo ser resgatada... o cansaso me aniquila.
Não vejo saída para o que sinto agora,queria estar desmemoriada...não lembrar de certos momentos, passar uma borracha.
Caminhos estranhos se cruzam não por mero acaso...
São planejados por uma força maior, que nos põem em discussão,frente ao abismo ...e como segurar?
Estou soltando palavras ao vento, esta doendo preciso dizer...quero correr!
Mas como fazer agora que está aqui? Dentro da minha mente são tocadas suaves melodias e trágicas revelações! Sim.
Sim, ao menos para mim!
Não tenho o atrevimento de percorrer teu passado e espantar as aranhas...sabes bem que elas povoam até os palácios!
Peço perdão!
Não por saber do vinho derramado...mas pelo cálice que trago agora e lhe ofereço!
Não o aceites. Meu veneno pode perturbar-te! Mas se insistes, embriague-se!
Mas não associo esse encontro em nós. Queria poupar-te!
 Não adubes em terreno árido! Tens coragem?
As piores colheitas vem de estações contrárias.
Estou pedindo eutanásia, e você pode ajudar!
Naõ permitas que eu destrua nossas noções de equilíbrio...serás capaz de abrir janelas no céu, e deixar a razão entrar.

sábado, 19 de março de 2011

Assim será?



















Faces, membros,pegadas,trilhos,alcançe.
Disformes,
lamuriosos,
em transe constante.
Assim seria minha vida sem você.
Distúrbio,
solidão,
esteria,
euforia e tensão.
Assim seria minha vida sem você.
Talvez,
quem sabe, será?
Não sei.
Só sinto ou pressinto.
Assim seria minha vida sem você.
A mente desregrada,
desarmada,
desamparada,
e aflita.
Tentando,
vendo,resgatando ou matando.
Assim seria minha vida sem você.
Querendo,
tolerando
precisando,
desejando e esperando.
Assim será minha vida com você.
Perdição,
tentação,
invasão.
satisfação,
busca.
Não há limites para dizer...
O que será da minha vida sem você.
quando não souber mais o que dizer.
e o jogo tornar-se mais confuso.
e o tempo o pior inimigo.
As palavras tornarem-se facas afiadas.
O silêncio um caminho obscuro.
O desejo encolher-se num canto escuro.
Os beijos mas parecerem mordidas de um cão feroz.
As dúvidas teias de aranha.
Não  mais conseguindo uma sintonia perfeita.
Os ruídos tornando-se insuportavéis.
Acabando-se a serenidade.
Não!
Não quero isso que me faria sofrer!
Quero o vento suave batendo no rosto.
Quero a minha tranquilidade adquirida
Quero o que me faz feliz!
Será mesmo que é você?

domingo, 13 de março de 2011

"Estou de volta"
















Então é isso.
Acordo e ouço os acordes da minha mente dizendo...
Hoje será diferente. Percebe?
Mas como não se sente e um tanto dormente meu peito dissolve,
deságua,
derrama.
Preciso me acostumar com mudanças.















Estava sem cuidados nos meus passos.
Sem medir os desastres,
Sem aquilo,
sem isso,
sei lá!












Não quero mais certezas.
Elas são feitas para compromissos que nem sempre são folhas saudáveis.
Saõ folhas secas que o vento espalha.
Que rolam,
Que seguem.













Não tenho mais a sensação de que um "não," vai me afetar.
Perdir a euforia desenfreada.
Estou mais conciente e serena,
Estou semelhante a uma estação de trem que vai e volta, sem guardar os rostos que por ele passa .
Isso é bom.
Isso me faz andar nos trilhos.




















As borboletas estão mais calmas.
As mãos nem tão frias.
O coração ritmado.
O raciocínio lógico.
Isso é bom sinal.
Estou de volta!

sábado, 5 de março de 2011

"Clemência"




















Uma prece insistente e ardente.
Um refúgio para uma alma que queima.
Pelos Deuses do universo me prosto, pedindo clemência!
Pelas culpas existentes que inflamam minha alma,
Pelas mentiras que julguei serem necessárias,
Pelas dores que muito fiz passar a tantos,
Pelos prantos dolorosos ouvidos em meu canto,
Por Shiva, que tudo transforma e destrói o que de pior existir em mim..." Clemência"
Por Allah, que acredita que muitos corações amparados é uma porta aberta no paraíso..." Clemência"
Por Lakshme que tornam tesouros de prata em raros beijos de ouro...."Clemência"
Por Brahma, que criou o universo e resumi que somos sua imagem, e criou o amor nos corações..."Clemência'
Por Zeus, que é o pai dos Deuses, crie em mim a segurança e afaste meus temores..."Clemência"
Por Afrodite, que existe em todas nós e revela nossa força perante as dúvidas..."Clemência"
Por Eros que lutou por seu amor e não permitiu que ela desistisse... " Clemência"
Por nosso Deus, pai eterno, peço ..."Clemência".
Absolve-me dos pecados mais gritantes,
Mas traz-me a coragem que desejo,
Tira de mim esse mar em chamas que consome minha paz,
Faz ocupar em meu coração rosas e não farpas,
Permita que possa ver os olhos que tanto desejo,
Que tanto espero,
Que tanto fujo,
Que tanto preciso para enxergar meu lugar.
Desço a cova todos os dias e não consigo ficar lá.
Entre o abismo e eu ,consigo ser mais terrível!
Estou farta de mim, quem me quer?
Por isso em nome do Deuses que revelo...
"Clemência", é o que peço.

quinta-feira, 3 de março de 2011

" O CORTE"





















Enquanto crescia, sentia o mundo contraindo-se perante a mim.
Em minha volta tudo parecia estreito, pequeno,sem fronteiras.
E eu crescia em observações.
Crescia em dúvidas.
Crescia em volta de mim mesma. E crescia por dentro.
Crescia os olhos sobre um futuro inatingível,
e o via ficando mais distante.
E chorava por crescer a cada instante.
E não me sentia acompanhada, sentia -me solitária em uma redoma invisível.



















Minhas raízes só cresciam de forma desastrosas, profundas como um abismo.
E rasgavam a terra enquanto procuravam espaço
E mais fundo se lançavam.
E sem nemhum limites, não paravam.
Alimentado-se de falsos nutrientes
Sorvendo o líquido poluente dos enganos.
Ocultando-se da luz que lhe faria uma árvore frondosa.
Se fosse uma hera maldita não se espalharia tanto!
E numa venenosa caminhada arrastava-se sem direção.

Mas o tempo se ocupou de encobrir meu menor desastre
mostrando apenas a pior das minhas faces,
a máquina violadora que a tudo devora,
e um corpo sedento sem válvulas de segurança,
que nunca para, nunca para.

Tentando encontrar absolvição para tantas desventuras,
procurei buscar a salvação, a minha cura.
E vasculhei por terras desconhecidas, e risquei muitos nomes das listas.
E quando pensei qua havia terminado minha busca,
que havia encontrado o ser que falava  minha língua...
apenas era alguém, com pensamentos como tantos outros... a ser cortado da minha vida. 


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

É minha culpa (Enigma-Tradução" Mea Culpa")



É minha culpa
Deus tenha misericórdia
Cristo tenha misericórdia

Eu não consigo mais descansar (A hora chegou)
Eu te desejo (A hora chegou)
Prenda-me
Eu sou sua
É minha culpa

Eu quero ir ao limite das minhas fantasias
Eu sei que isto é proibido
Eu estou louca
Eu estou me deixando levar
Minha culpa

Deus tenha misericórdia
Cristo tenha misericórdia

Eu estou perdida
Eu não tenho nada
Eu estou louca
Eu estou me deixando levar
Minha culpa

Eu não consigo mais descansar
Eu te desejo
Prenda-me
Eu sou sua

Deus tenha misericórdia
Cristo tenha misericórdia

Eu estou perdida
Eu quero tudo
Quando quiseres
Como quiseres
Minha culpa
Deus tenha misericórdia

Até quando?
















Ausência a dois é pior que morte anunciada.
Um prelúdio de notas vazias, onde apenas um só ouve.
Um presságio tão visível que arrepia só de imaginar. Um rio secando,triste!
Dialogando com o espelho, as respostas são sempre as mesmas...tudo pode acontecer!
Como um falso vidente que abre as cartas e destina mentiras.
Melhor é ver o sol nascer  por várias janelas diferentes.
O céu colorido visto de vários ângulos, será sempre mais reluzente!
Nada pode ser orientado pela  bússula das paixões, estará sempre desordenada, sem rumo.
Tudo é belo! Perfeito!
Até quando?
Até cada um sem motivo algum, tomar seu lugar no espaço que lhe couberem...a desilusão.
As vezes para um só.
As vezes dois em um.
Mas sempre de uma forma egoísta, sem palavras coerentes, sem gestos delicados, sem amor próprio.
É percebível que não somos dotados ainda de amor.
É fato que precisemos atingir muito o grau da cumplicidade verdadeira.
Compactuamos com quase tudo... que não nos possa  prejudicar.
Mas não registramos de imediato... do que não precisamos, ou gostamos.
Do que nos faz inseguros,tristes, maduros, crianças.
Somos marionetes desse jogo egoísta de quem finge não ver.
Quem não identifica o defeito alí existente,
Quem apenas espera encontrar no outro o que não viu em sí mesmo.
É exato. É fato. Que não aceito viver um acaso.
Prefiro fechar os olhos e sentir que posso ser feliz com meu passado,
Pois os guardei bem guardados. E são tesouros inigualáveis.
Pude perceber que cativei sem mentiras,fui uma autêntica pessoa do ato.
Não existe inimigos que boas lembranças não apaguem.
Existem pessoas que nunca revelaram sua verdadeira identidade.
Acredito no meus caminhos partilhados.
Foram expressivos,amigos,filhos,pais,irmãos,mestres,namorados.
Poderão até nunca terem sido meu amados.
Pois amor é pra dois, não pela metade.
Porém sempre estarão comigo, e eu com eles também.
Porque uma relação pode acabar, mas não  uma amizade.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

" Mulher de fases"














Há dias em que ela sai por aí, torturando as mentes passivas.
E passa um olhar faminto,
E joga os cabelos ao vento,
E sorri como quem pensa bobagens.
Mas se afasta deixando-as confusas e atordoadas.




















Em outros momentos é a profissional dedicada.
A que não teme nada,
E  fica horas fora de casa,
E satisfeita em dar conta do recado,
Voltando a ser a moça recatada.





















Estando sempre voltada para a salvação.
Enfrenta dolorosas conversas por expiação.
E promete mudar um dia.
E grita baixinho por piedade ao criador,
Que seja resgatada por uma alma divina





















Na dança encontra a excitação inspiradora.
E no corpo o espelho da malícia que desperta sonhos.
No quadril um demônio que serpenteia,
atraindo quem por ela se aproxima com destreza.



Há quem diga que ela possui o dom da atração
Que ampara e aconselha sem olhar a quem.
Que semeia mudanças positivas ao longo do caminho.
Que nunca desampara,
mesmo parecendo ter um coração vazio.


Não podendo ser perfeita, tinha que possuir mil defeitos.
E chora de rir,
E chora porque chora.
E grita em silêncio pedindo aos seus tormentos...
 que a deixem ir embora.
E pede um colo sagrado,
que afague seus cabelos beijando-lhe  a face.
E sonha com o homem idealizado,
aquele que a fará desvendar,
todos os segredos guardados
todos os desejos insanos,
todos os anseios destinados,
para sua alma semelhante.
Seu homem, 
Seu mestre.
E entre as diversas faces de uma mesma moeda,
diversas fases com  estações e tempestades,
a cada dia, um novo dia,
com seus desertos e ilhas belas
a cada amanhecer...
 sempre a mesma mulher.
  





domingo, 20 de fevereiro de 2011

" APOLO"


 















Mais uma vez nasce o sol, e as musas te chamam.
Onde estarás  o raio luminoso que a todas nós irradia com seu calor?
Entre os deuses do olimpo, és o mais bem glorificado.
Entre os vários dons a ti pertencente, não há maior que a beleza presente.
Tens na pele o alvo tom, semelhante as nuvens celestes que nos fazem viajar.
Nos olhos, a gentileza de quem enxerga alma feminina  em secreto.
Na boca, o sabor que procuramos encontrar nos frutos mais doces e macios.
E nas mãos, as armas adequadas para tocar qualquer melodia com seus sagrados toques.
Seu tronco, semelhante a uma árvore esguia, resistente e elegante.
És um deus disfarsado, em sua forma humana.
Desejo que busco e sonho constantemente.
Se houvesse predicados suficientes para destacar seus atributos,
diria com os lábios orgulhosos, que os principais meus olhos já se alegraram.
Nada se compara ao homem que se quer, e é inviolável sua espera.
Mas quando muito se preza, tudo é suportável!
A mulher que entrega suas expectativas certamente perdida está.
Que viola seus selos e abre as portas, nunca mais se fechará.
Que permite ser amada de corpo e alma, conhecerá o poder de uma divindade.
Que vive e deseja sem cessar esse Deus um só instante,
encontrou-se de fato com a face do prazer.
Não haverão abismos existentes.
Cairão por terra as dúvidas.
Só sobreviverão os encantos permitidos, as pérolas escondidas...colhidas por ti " Apolo".
                                                                                        

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Desejo em vermelho"














Nunca havia sido beijada assim... estou em apuros!
O vermelho "carmim" já desbotado, pela fúria insaciável que tua boca espalhou.
No íntimo das minhas entranhas, ainda sinto os espasmos involuntários que teu corpo provocastes!
Foi ânsia,
Foi uma louca dança,
Pura liberação! Entrega nua, sem travas...salvação ou perdição de duas almas.










Como uma abelha operária colhestes o mel do botão escolhido.
E fizestes da rosa a mais inteira do jardim.
Nunca havia sido colhida assim!
É preciso astúcia e determinação para afastar intrusos, é preciso vontade para colher sozinho!
















Meus impulsos são vermelhos como o sangue que corre em mim.
Minha impaciência chama-se prazer reprimido, quando não estou ligada a ti.
Sou vermelha, sou chama viva!

                      Não permita que eu me perca!
                              Não aceite que eu vacile!
                                 Não deixe aporta aberta!
             Sou uma dama, mas toda dama tem seu lado contrário












A minha boca tem um poço de delícias intermináveis,
ainda é teu, o doce que ofereço...
Mas sou uma raposa esperta, enxergo longe!
Não quero nada pela metade, quando estiveres comigo.
Não aceito divisão.
Quero a certeza que posso consumir o que me pertence.
Quero me lambuzar feito criança!





















Me toma, como uma entrega perfeita!
Não haverá obstáculos que nos segurem.
Quero reinar no teu corpo.
Quero receber a coroa do teu trono.
Quero afastar os plebeus que me perseguem!
Quero atravessar teu rio a nado sem descanso...mas preciso repousar numa arvore frondosa.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Mais uma vez ... Eros e Psiquê"




De  onde surgiu o verdadeiro amor?
Alguns acreditam que veio do sofrimento de uma bela mortal, que apaixonou-se pela imagem invisível do homem que a visitava todas as noites.
Porém, movida por instintos duvidosos e curiosos, teve sua satisfação realizada,descobrindo sua verdadeira imagem,
 perdendo assim a confiança do ser amado.
Aquele que a visitava na escuridão, e dedicava-lhe todo o amor digno dos deuses, era o único que ela se apaixonara, sem ao menos seu rosto ser revelado. 
Uma mulher que não trazia no coração a marca comum a todos os mortais, alheia ao sentimento que a tudo supera, " O amor".
Viu-se encarcerada num castelo coberta de todos os zelos, riquezas, banquetes.
Mas presa na desilusão de amar de verdade.
O ser que dedicava á alma em flores, era nada mais, nada menos que o proprio amor em forma humana.
doando os mais perfeitos acordes que seus ouvidos poderia ouvir,
entregando sua presença em forma de toques divinais.
Mas por ferir seu amado, com sua louca curiosidade. Teve que amargar por  duros obstáculos e trazê-lo de volta pro seu lado .
O amor, já cicatrizado. Entrega-se como um elo interminável. 
E a história de Eros e psiquê, mais uma vez é contada.


Quem sonha encontrar sua alma gêmea,
Quem luta para tirar o véu das desilusões,
Quem sonha em habitar noites invisíveis e intermináveis,
Quem sonha em ser perdoado,
Quem  precisa ser imortal nos seus  momentos mais intensos...
fechem os olhos e voem nos braços do amor.








domingo, 13 de fevereiro de 2011

" Respostas"














De que é feita a tristeza então?
se sinto, mas não a vejo.
será que ela chega quando não posso correr solta por aí,
ou quando tento falar e sou impedida?
ninguém nunca me explica! Apenas colabora para que eu a sinta!
Acho que a tristeza não é de algodão doce,
não é de marmelada,
nem de caramelo.
A tristeza não tem sabor agradável, não gosto! É  amarga.

solidão,
invasão,
intolerância,
insastifação?





















Como um cristal intocável,
esperando o melhor momento para rir,
com quem poder brincar,
com os pés calçados,
cabelos trançados,
livros em ordem,
uma peça num canto, um vaso enfeitado.

Quero morder meu lábio,
estou com raiva.
quero fugir e pular amarelinha,
cheirar terra molhada.





















Será que posso agora me balançar?
_não, não pode, não é hora,
_tem que estudar,
_você só pensa em brincar!
_agora, cale-se!





















E assim se cresce percebendo que tudo parece uma prisão.
Que nunca seremos libertados dessas limitações.
Que o não estará sempre presente.
Que nossas opções são descartáveis.


Mas chega a hora em que o vestido fica mais longo.
Os medos são transitórios,
As ordens nem sempre mais obedecidas a rigor!
Tudo pode acontecer...
corta-se os laços,
solta-se as tranças,
ouve-se apenas o que permíte-se suportar!
Mas há algo que ainda poderá incomodar...
a tristeza incorporada na alma, feito doença incurável!
precisa-se de de cura,
onde encontra-la?
respostas,
sempre respostas vagas.