sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

"Lembranças"









Onde escondes tú ó imaculado? Te busco por toda parte!

Nas entranhas da minha alma esconde o conteúdo da tua carta imaginária...letras formadas de desejos inconcebidos.

Quando por diversas vezes rasgastes inúmeras, na tentativa de enviar-me.

No porão que a dor fechou nossas lembranças,ainda possuo bem guardada a chave.... abriria um abismo quando de novo te encontrasse.

Nunca conheci o poder do teu amor intensamente...covarde e infantil, não encontrei tais razões.

Não houve tempo.

Como fugitiva partir...e no retorno ,tú perdeu-se de mim.

Pobre criatura que sou. Escrava de lembranças ciganas que não se pode manter por grilhões.

Carruagem de fogo que levou-te para longe...sei que não deverás mais voltar!

Culpada , culpada até o último parágrafo da sentença ...condenada por executar nossas chances.

Ainda na mesma condição de humana que sou...queria o poder de Pandora, ter em minhas mãos o único bem que conservastes...a esperança .

Dentro das possibilidades que temos, a esperança poderá nos dar dois caminhos...

Mas de nada adianta tentar abrir a caixa...deixarei lacrada.

Conheço bem o resultado desse adeus,

dessa fuga insana! A solidão.