quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Abismo




Não quero mas estar por trás das paredes.
Não.
Sou livre feito o vento tempestuoso dos tornados...sou a viúva que pranteia pela vida.
Quero desvendar abismos, sou forte!
A escadas sem fim do meu inconsciente são escorregadias, porém convidativas para a descoberta... sim. Estarei encontrando os caminhos.
Escalarei telhados, tenho garras,nunca olhei para trás...não posso cair, naõ devo cair.
Mas a libertação não vem de imediato, necessita de cuidado para não perder-se na estrada... ser sutil,maliciosa.
Não viverei os sonhos alheios como se a mim pertencesse, não possuo esse direito...mas quero sentí-los, ouví-los e imaginá-los.
Naõ saberia viver sem essa agonia, sou inconstante, sou uma libélula insistente que não quer enxergar seu rumo.
Meus passos são rápidos, sou incansável e voraz...não tente me desvendar de imediato, poderá arranhar-se.
Não quero laços, não quero que saibas quem sou de fato...sou icógnita isso é fato.
Quero atenção! Mas não quero perguntas exatas...respostas sensatas.
Por que saber quem realmente sou?
Se nem eu mesma quero! Meu mistério pertence a noite, minha música as entranhas escuras...sou da lua, não me encontro com o alvorada.
Respiro o ar frio gelado da madrugada, sinto prazer nisso...em contemplar as estrelas como se minhas fossem.
Viajo nas árvores secas que abortaram suas folhas em direção qualquer... gosto de árvores secas.
Prefiro dizer que sou o seu maior desejo...sou a imagem que sua história ainda não revelou,um abismo sem fim que possa estar cedendo...mas vivemos de incertezas, cheiramos aromas diversos, porém apenas um nos agrada.