sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

'Passos'










Estradas são feitas para caminhar, não importando de que forma seus passos serão dados.
Se serão passos curtos ou largos,
tímidos ou atrevidos,
idealizadores ou pragmáticos,
Mas serão sempre... passos.
Na medida que cresce nossas expectativas para alcançar o objetivo almejado...tornam-se apressados, os passos.
No momento que corremos pro abraço desejado...são passos apaixonados,
Na decisão a ser tomada...passos estressados,
Na hora do sim no altar...passos compassados,
Na hora de fugir do encontro...são passos em falso,
No momento de andar de um lado pro outro...são passos duvidosos,
E na indecisão de que lado ficar...passos amendrontados.
Em que momento decifrar os passos sensatos? Difícil saber de fato!
Passos, serão sempre passos...não importa de que forma serão tomados,
Haverão de serem dados,
Haverá alguém que ficará parado,
Haverá alguém por caminhos opostos....mesmo desejando estar do mesmo lado.
Haverão passos dolorosos, alegres,faceiros e mentirosos...
mas qual passo estará tomando agora?
Pense antes de dar o seu primeiro!
Nem sempre os passos conservam seus rastros...pois alguém terá motivos para apagá-los.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

" Tudo passará"







Sei que uma hora tudo passará...tudo mesmo!

Só queria não possuir mais um coração...e sim, um relógio.

Relógios são feitos para marcarem o tempo e seguirem, não esperam e não voltam atrás.

Relógios param,quando quebram...mas ao serem concertados, seguirão e não trarão de volta, os segundos .

Assim serei daqui por diante. Possuirei um marcador de tempo...e ,sem demora tudo passará á frente.

Os rios correm numa só direção,as chuvas vem do alto,a terra suga suas gotas...e eu ,não absorvo mais nada!

Não quero abrir minha gaveta e olhar os escritos,relembrar fatos,fotos,traças...o passado.

Tenho uma chama que nunca se apaga..e é dolorosa! Queima sem parar e não acho quem a extermine!

Essa chama que se espalha ,deseja tomar quem estiver por perto, só faz sofrer a mim mesma.

Minhas chamas não me deixam... não me deixam

O arco -íris que existiu em mim desapareceu aos poucos...não vejo mais suas cores!

Não viajo mais nos seus sonhos...sonhos de felicidade!

Mas sou uma criatura...isso sei que sou.

Sinto lama embaixo dos pés...e estou afundando...não encontro resgate, estou sozinha.

Mas em breve acordarei desse sonho...sei que estou dormindo.

Quando os olhos abrirem-se para a realidade...

serei de novo a imagem idealizadora de alguma mente inconformada...

procurando se encontrar.







terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"Nada é por acaso'







Inatingível!!!

Seria de fato.

Até conhecê-la. Experimentando o torpor que suas palavras causaram em sua mente.

Vivas e tão absurdas as vezes...quis recuar, sendo em vão.

Buscou por entre as páginas do seu imaginário, fantasias que trouxessem explicação...quem era ela de fato?

Um reflexo de seus desejos mais ousados,ou a mulher especial...aquela que buscava?

Não sabe ainda, mas entrou num caminho sem volta...ainda que seguro,estará sempre com essa melodia nervosa, pedindo que a toque...

que a toque,

que a toque...

Em seus dedos, toda a maestria dos grandes acordes...e vibra pelo ar os sons dos gritos da paixão!

Em sua memória lembranças cifradas...como esquecer?

Ela talvez nem percebesse o que estaria por vir...mas agora, deseja experimentar!

Ele doce e calado! Selvagem na essência...não tem limites para dizer o sente,fazer o que deseja!

Ambos ,tomados de euforia...tocam juntos na mesma sincronia,

E a dança envolvente os fazem girar freneticamente...não param,é loucura!

Na capacidade existente... entre duas pessoas tão diferentes...

ligarem-se por puro entusiasmo!

Nada é por acaso...nada é por acaso!

Ainda bem que ela não pertence a ninguém,

Ainda bem que ele está acreditando!

domingo, 19 de dezembro de 2010

" Estígmas"









Estou pisando em folhas secas, enquanto escuto o silêncio do mundo,

E as árvores do outono agora são solitárias...como eu.

As chagas me são incompreensíveis...não consigo fechá-las, parecem estígmas.

Pobres passos para o além...sem rumos definidos,uma busca na escuridão.

Vazio constante,morte diária, morro todos os dias...é preciso

Renovando-me para a esperança, que sendo eterna...é também enigmática, e cruel!

Queria ser uma imagem pincelada, dessas onde os traços são abstratos...mas que são melhores interpretadas.

Estou perdendo a noção do tempo,estou fora do controle...isso não é bom sinal!

Estou sentindo a terra tornar-se mais árida...os pés querem descanso.

A alma chora e quer colo,

Os sonhos precisam acordar,

O coração deseja parar de bater descompassado,

Meu corpo inteiro são chamas, lentas e destruidoras

Me deixe, ou me tome por inteira

Me queira, ou destrua de uma vez

Estou sem lágrimas,mas choro pelos poros

Uma chuva forte dentro de mim, inundada...afógo-me!

Salve-me! ou escondá-se!

Quero o doce que manterá suave meu paladar...mas não me enganes , ao oferecer-me veneno!

Eternos são os diamantes...brutos na sua essência...lapilados serão jóias valiosas!

O mesmo cuidado preciso, o mesmo cuidado ofereço.

Agora preciso continuar, a pisar na trilha deixada pelas folhas secas, que o vento carinhosamente levou.

Até os ventos amam...eles carregam folhas secas por onde passam.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

"Lembranças"









Onde escondes tú ó imaculado? Te busco por toda parte!

Nas entranhas da minha alma esconde o conteúdo da tua carta imaginária...letras formadas de desejos inconcebidos.

Quando por diversas vezes rasgastes inúmeras, na tentativa de enviar-me.

No porão que a dor fechou nossas lembranças,ainda possuo bem guardada a chave.... abriria um abismo quando de novo te encontrasse.

Nunca conheci o poder do teu amor intensamente...covarde e infantil, não encontrei tais razões.

Não houve tempo.

Como fugitiva partir...e no retorno ,tú perdeu-se de mim.

Pobre criatura que sou. Escrava de lembranças ciganas que não se pode manter por grilhões.

Carruagem de fogo que levou-te para longe...sei que não deverás mais voltar!

Culpada , culpada até o último parágrafo da sentença ...condenada por executar nossas chances.

Ainda na mesma condição de humana que sou...queria o poder de Pandora, ter em minhas mãos o único bem que conservastes...a esperança .

Dentro das possibilidades que temos, a esperança poderá nos dar dois caminhos...

Mas de nada adianta tentar abrir a caixa...deixarei lacrada.

Conheço bem o resultado desse adeus,

dessa fuga insana! A solidão.





quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

" Seu chamado"






Estou a correr todos os riscos!

Bater de frente com uma avalanche de desejos...

impulsionada e entregue, instinto quase animal...fera a procura de sua presa!

Travando uma guerra entre o frear ,ou morrer em seus braços!

Quero sim. Quero beber desse líquido letal que vem de tua boca.

Preciso sentir o cheiro inebriante que sai dos teus poros...inebriar-me como selvagem que sou!

Teus arranhões em mim são como letras declarando um decreto! Que sou tua !

Ainda que digas que tudo um dia passará...tua marca está tatuada em minhas entranhas.

Não possuo força absoluta para deter o que vem de tua mente...

imagens que me fazem andar de olhos fechados, morder os lábios até sangrá-los!

Estranho que possuas tanto poder sobre mim...sei que estou insana! Você faz isso.

O caminhar de teus dedos são passos para o abismo...e caem sem culpa, sem pudores!

Seus olhos são espelhos onde encontro a imagem que desejo enxergar!

Sua boca, a fonte que mata a sede desértica...um poço onde quero afogar-me!

Ainda posso ouvir sua voz dizendo-me...vem e fica!

e continuo ouvindo mesmo quando se vai...frequências de sons clandestinos!

Roubaste minha paz, meus limites e extraiu o mais íntimo em mim.

Tudo tem um preço...um de nós irá pagar caro! Sei disso.

Não quero pensar agora. Quero mesmo é me perder...e não quero ser encontrada,

a não ser por seu chamado.


" Meu castelo"






Finalmente posso respirar!
Encontro dentro do peito a força necessária para sair de meu castelo.
Sem as sombras de um passado distante que tanto me perseguiam,
que tantas vezes me diziam ... "nunca conseguirás!".
Os ecos raivosos dessa sombra por anos serviram-me de guia...como cega e amedrontada tranquei-me.
Ainda lembro-me bem de ouvir aquela sombra, pedindo-me companhia em seu desfecho final...
exalando o gás mortal e o fogo que logo viria.
Terrível assombro em meu corpo ainda infantil...implorando-lhe...ainda não quero partir!
E as paredes do castelo inundadas de medo, revolta ...foram iluminadas pelo olhar do criador!
Ainda sem entender tantos desajustes...só persebi que estava salva! E a sombra ainda arrependida, pedia para calar-me! Para sempre.
No fosso escavado do meu passado ,estão guardados tristes recordações...lágrimas que impediriam qualquer inimigo de ultrapassem os portões do castelo.
Mas a criança cresceu, não aceitava mais um nome...ele não guardava bons presságios!
Sempre ouvira a sombra gritar ,murmurar... e nada, calava seus gritos...nem o tempo!
Por muitas vezes mudei de castelo. Encontrara abrigo em braços amigos...crescendo acreditando que nada seria... uma incapaz!
Voltara mais tarde ao antigo castelo...para cumprir uma obrigação!
A" incapaz" assumira sua torre! Aprendera como ninguém a manusear bem uma espada, visualizar do alto os inimigos.
Mas dentro do próprio castelo...ainda permanecia a sombra, agora mais fraca , sem luminosidade definida.
A batalha interna só estava começando. Foram anos intermináveis....mas aprendi que poderia conviver com o inimigo.
Mas...como tudo tem um fim, a sombra pediu que não a abandonasse...que não fugisse como todos os outros.
Senti que as paredes do meu castelo não eram mais necessárias para um refúgio. A sombra deixou de existir...sua aparência ainda guardo, enquanto era meu foco de luz...ainda ingênua.
Hoje posso sair pelos campos, sentir o vento suave beijando minha face e fico agradecida por ter sido forte desde o dia em que nasci.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

" Os gritos em mim"






Os gritos!
Os gritos...continuam a invadir o espaço do meu inconsciente.
Os ouço alucinadamente, invasores não convidados...ferozes e audaciosos.
Impregnada de dúvidas sobre a minha própria identidade...vejo os rostos muitas vezes disformes,sem uma personalidade exata,sem um cheiro conhecido, uma pele já tocada.
Essses gritos saõ pobres...pobres gritos orfãos. Não podem cobrar nada, pois não há que os ouça...senão "eu".
Queria deixar tudo como está, permanecer nessa inconstância doentia, essa farsa que aniquila.
Mas não estou sozinha, sinto o cerco fechando-se, estou sendo observada...
mas não poderão escutar meus gritos. Isso não.
Se choro me conformo,
Se rio, a dor aumenta...
Sou da tempestade e a tormenta me agrada....sou as cinzas.
O céu que agora escurece me traduz segurança , não quero dormir...sou vítima dessa condição estranha...
Mas quero ser criança também, ser leve ,voltar andar descalsa sem medos das pedras do caminho.
Quero também poder amar de verdade...ou será que amo todo o tempo?
Ou não amo nada!
Tenho um mar de razões para acreditar, que em tudo posso navegar ...mas um continente me puxa pra realidade .
Os trigos estão prontos...mas a colheita está sem voluntários. Não aceito regras...faço ao meu modo.
Me acorde desse pesadêlo, ou me deixe para sempre nele...não me dê um rosto definido, mas me chame quando precisar.
Não queira entender a mulher que existe em mim. Ela é perversa! Quando não beija ",Mata"!
Quem vai correr esse risco, por que? Pra que?
Há tantas paisagens primaverís e suaves...não queira andar por folhas secas de um outono, não deite a sombra de uma árvore sem galhos.
Meus instintos são desconhecidos...não sei de que forma podem apresentar-se.
Apague as luzes, permita que eu repouse um pouco na tua paz... esquecer os gritos. Seus braços podem me dar o que preciso, só por momentos indefinidos... não sei até quando.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

" Escute o silêncio"

Estou a escutar o silêncio do mundo....o balançar dos galhos das árvores em tardes de outono,
Sempre gostei do outono,um pouco mais do inverno.
Continuo escutando, escutando e pensando...
Por que será que todos creem, que os beija-flores não tem pés?
Ou será que a lagarta no seu cazulo sente solidão, será?
As raízes expostas das velhas matriarcas ,tem histórias de velhos amantes...onde deitado aos seus pés faziam juras de amor!
A terra úmida da chuva que acabara de cair,exala um aroma de infância perdida...lama,banho na lama.
E o silêncio fica maior na medida que me aprofundo nas indagações. O vento quer sempre dizer-nos algo, acho que muitas vezes, sim. O som uivante rasgando o espaço, nos chega de acordo com nossas expéctativas!
Os pássaros dialogam entre sí, gostaria de poder interagir...deve ser uma conversa sem dor,ódio,vingança. Os pássaros nunca tramariam uma cilada!
Mas o silêncio as vezes nos amendronta , na medida que os perigos da mente se manifestam tecendo tramas.
As paredes internas do inconsciente tem um acústico sombrio...são enigmáticas,imprevisívéis.
Não consigo conectar-me mais com a existência externa, enquanto não sondar tudo ao meu redor...nesse silêncio profundo em que escuto o mundo...
Preciso urgente de respostas, pois não tenho sido bem avaliada. Os ferrões me ferem as vezes sem que eu não saiba... não entendo, o porquê.
Não quero deixar o silêncio partir...ele me tem guardado em lugar seguro.
Apesar dos questionamentos de tantos absurdos...aqui sinto-me livre das respostas!
Não quero precisar dizer... o que querem escutar...quero falar, expressar o meu momento sem estar mexendo com os brios de alguém.
Na verdade, todo mundo quer ter ,sentir e viver um momento confuso e atrevido...mas não parou para escutar o silêncio do mundo, e ouvir primeiro o que ele tem a lhes dizer.

domingo, 5 de dezembro de 2010

" PECADOR"










Estou te ouvindo.

Ah...! O que me dizes amor é pura insanidade!!!

Dar-te os meus segredos mais profundos e deixar que me domines...

Como podes ser tão atrevido?

Não te contarei nada,não me encatarei mais por ti,

Vassalo rebelde! Covardia tem limites.

Tens povoado minha mente feito invasor perigoso,

Atravessas meu peito rasgando uma batalha desigual...não posso competir com tú, és mais forte que minha vontade de reprimi-lo.

És tão envolvente... que as armas que possuo,tornan-se ineficazes aos seus argumentos.

Quando me tocas queimo em brasa! Arde-me até a alma, se é que ainda a possuo.

Um turbilhão de sensações com gosto de desejos secretos,pecaminosos e até perversos me perseguem!

Queres possuir tudo em mim,ao meu redor, meu ar...ah! Como gosto disso,muito!

Quero sim. Quero você como nunca imaginei uma entrega sem limites!

Estou desarmada,desprotegida,perdida...por você!

Sei o que quer,

Sei como quer,

Sei como vai obter...

Estarei cedendo,

Estarei cantando,

Estarei chorando..de prazer!

Estarei te esperando,gemendo,rindo,clamando...orando uma preçe profana a tua imagem.

Pecador!

Alquimista das minhas emoções,téns a fórmula exata para me conceber, em sua divina descoberta.

Pai da luxúria! Me embriaga com o vinho que derrama de ti,

Me cubra com o manto do seu corpo, a seda das tuas mãos a deslizar-me por inteira!

Me apavore dizendo...vou embora. Mas fica, e me beije ardentemente como nenhum ser nesta terra foi capaz.

Quantas vidas terei que dar-te? Já roubaste a primeira...os acordes!

Quantas noites ficarei sem dormir? A te esperar entrar no meu quarto feito um holograma perfeito!

Quero que me digas de verdade...É loucura o que sinto,vejo,espero?

É desigual a chama que arde em nós?

Que preço terei que pagar para não dividí-lo com mais ninguém? Estou possessa,juro!

Não imagino nem nos mais simples sonhos,você sondando outro corpo.

Não aceito, saberei.

Difícil ter que revelar...

O mais difícil é acreditar...que tú existes

Que tú me completas.







sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Um presente do passado"


O céu da minha boca guarda segredos... Menos o seu.
Um beijo roubado,assanhado,quase infantil. Então... foi assim.
Quem será esse homem?
Perguntava insistentemente a mim mesma, enquanto decidia não ver o recado.
Curiosa como sempre,não resisti.
Uma onda nefasta envolveu-me,precisava desvendar esse invasor que pedia desculpas,mas não
me esqueceria.
Em meio a tantos personagens ao longo da minha estrada, jamais pensei que fosse encontrada, logo por ele...sem nome.
Confessou-me antiga paixão infantil,relembrou os tempos em que deixavá-me em casa após a aula, um cordial garoto...um príncipe.
Jurei que não guardava tais lembranças. Não as guardei mesmo.
Fui ingrata, sei. Mas que fazer se não o encontrava no calabouço da memória?
Tocada profundamente por suas palavras fui voltando ao passado. Alguns fatos foram sendo visualizados,fiquei feliz! Muito.
Nosso reencontro foi marcante,trinta anos haviam-se perdido no tempo. Éramos estranhos ?Engraçado.
Nova despedida,
Um beijo roubado...como desejei poder ter voltado.
Um susto! Delicioso e inesperado.
Deixamos mesmo para trás, não podería-mos estragar tudo agora...
não nos cabia interromper novos laços, seria injusto com outras pessoas.
Estamos ainda ligados,somos cumplíces de um desejo retraído...
mas sei que ainda não é tarde.
Nunca será tarde quando algo fica inacabado.








quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Abismo




Não quero mas estar por trás das paredes.
Não.
Sou livre feito o vento tempestuoso dos tornados...sou a viúva que pranteia pela vida.
Quero desvendar abismos, sou forte!
A escadas sem fim do meu inconsciente são escorregadias, porém convidativas para a descoberta... sim. Estarei encontrando os caminhos.
Escalarei telhados, tenho garras,nunca olhei para trás...não posso cair, naõ devo cair.
Mas a libertação não vem de imediato, necessita de cuidado para não perder-se na estrada... ser sutil,maliciosa.
Não viverei os sonhos alheios como se a mim pertencesse, não possuo esse direito...mas quero sentí-los, ouví-los e imaginá-los.
Naõ saberia viver sem essa agonia, sou inconstante, sou uma libélula insistente que não quer enxergar seu rumo.
Meus passos são rápidos, sou incansável e voraz...não tente me desvendar de imediato, poderá arranhar-se.
Não quero laços, não quero que saibas quem sou de fato...sou icógnita isso é fato.
Quero atenção! Mas não quero perguntas exatas...respostas sensatas.
Por que saber quem realmente sou?
Se nem eu mesma quero! Meu mistério pertence a noite, minha música as entranhas escuras...sou da lua, não me encontro com o alvorada.
Respiro o ar frio gelado da madrugada, sinto prazer nisso...em contemplar as estrelas como se minhas fossem.
Viajo nas árvores secas que abortaram suas folhas em direção qualquer... gosto de árvores secas.
Prefiro dizer que sou o seu maior desejo...sou a imagem que sua história ainda não revelou,um abismo sem fim que possa estar cedendo...mas vivemos de incertezas, cheiramos aromas diversos, porém apenas um nos agrada.