domingo, 21 de novembro de 2010

" Um último Adeus"




Sinto tanto frio! Sinto tanta saudade!

Ainda me recordo quando segurando Sua mão...mostrou-me o balancinho que fizera.

Senti uma alegria tão grande que corri e chorei. Jogada na cama,com as mãos na face,sem entender.

Até pouco tempo atrás, não entendia porque sempre que ganhava algo de que gostava,corria para a cama e chorava.

É estranho, não sei ao certo quantas vezes repetir esse gesto.

Mas de que adianta tentar entender o por que das coisas. Tudo é tão incerto!

Somos tão egoístas! Mascarados,insensatos por demais.

Sempre soube que o não teria por perto. Meu herói,digno, honesto.

Sinto tanta falta! Ninguém imagina o que guardo dentro de mim, as lembranças mais simples da tua dedicação.

Os momentos eternos á admirá-lo mostrando-me sua escultura tão perfeita ,feitas por suas mãos num momento mágico.

Das tuas palavras estranhas ao meu ouvido infantil, tua língua estrangeira.

Mas o tempo passa, as coisas de criança também. Tornei-me mulher e tua representação!

Observei todos os teus passos e mantive seus conceitos...fui doce,amiga,forte e simples...assim como tú.

Nossos caminhos tantas vezes tornaram-se vazios, uma espera dolorosa que nunca acabava.

O tempo nosso maior inimigo tinha pressa!

Minhas forças quase esgotadas pedia socorro...tempo.

Não fui dona do relógio da vida, não pude parar os ponteiros que lhe empurrava para o desfecho final.

E então...como um ser supremo digno de todas as honras, descansou aos pés da tua mãe.

Agora estou eu aqui...Contemplando essa lâpide que descansa teu corpo inerte, que tantas vezes esteve altivo.

Sinto frio, você não está aqui...Cheguei tarde em terras estranhas, para dar um último adeus,
Pai.