domingo, 10 de outubro de 2010

"QUIMERA"









De onde vem essa ânsia vertiginosa de conhecer-te?
Homem do vento, a quem te perteces de fato?
Não posso invadir sua alma sem que permitas.
Sou noiva da noite, vago pelas madrugadas ,rodopiando os sonhos alheios.
Brigo com a lua ,ameaçando tomar seu lugar! Que insólita que sou.
Perigosa,traiçoeira, se me atinges no alvo!
Sou princesa, sou o lago de Narciso, o leito do Rio Nilo, sou o fogo que incendiou Roma.
Simplesmente sou...
As ruas de Sevilha,
Um touro em batalha,
Uma dança cigana,
Uma promessa no santuário,
Estação sem trem, deserto sem miragem.
Sou uma mulher tentada, desposada,ousada.
Mas tú , quem és?
Não vejo teus olhos,
Não sugo teus lábios,
Não sinto seu abraço,
Apenas o salvo.

Protejo de sí mesmo, dos seus medos e prisões.
Não fujas.

Deixa eu ser seu leme, a guiar-te pelos mares, a treinar tua mira em matar-me!

Mate-me, mais mate-me de amor.

Transforme essa dor, essa perda em prêmio!
Receba o que de direito lhe ofereço, sem preço, gratidão.
Amor, amor, meu amor!
" QUIMERA"