segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"Devoção"

Vem meu amor!
Vem,vem depressa, sem medo,sem dor!
Vem meu pastor!
Vem guiar tua cria, que te dar tanto...tanto amor!
Sinto tanta saudade! Quando te somes das minhas vistas.
Vagar nos teus sonhos mais devassos, de menino safado,criança traquina!
Há meu amor,que tormento!
Quando me toma em teus braços, abalando as minhas estruturas. Sinto perder o chão, sinto o tremor de tanta devoção!
Será correta essa aflição?Será possível entender qual a razão?
Por que entender?Pra que?
O abismo que nos separa iguala ao rio com o oceano,
O Céu com o inferno,
A terra e o ar,
As artérias sem o sangue.
Meu intenso amor! A vastidão de perder-te é fatídico, chego a ter convulsões em pensamentos.
Estarei esperta, farei vigília em teu coração,abrirei trincheiras se for preciso!
Mas não aceitarei perdê-lo, não novamente!
O tempo nos amadureceu, nos fez acreditar que a vida é cíclica.
O tempo nos marcou em estradas diversas,
Caminhos importantes para reinventar-mos nossa história,
Acreditando que todo sonho é realizável,
Que todo amor pode ser generoso,sincero,paciente e completo... e que jamais estará perdido,
Jamais fugirá dos seus termos,
Jamais apagará a chama,
Jamais ficará um sem o outro.
E jamais haverá um adeus, de fato.

Laura*Esperança